domingo, 19 de agosto de 2007


Dona ta reclamando,

porque nos estamos chegando agora,

Eu acho impossivel dona

Eu acho impossivel dona

sempre se chegar na hora

A rua tem barrancos,

Nao se deve andar na carreira

Um esbarra no outro

Nao podemos trocar as passadas ligeiras

(Domingos minguinho)


CONVERSA DE BOI...boi, boi, boi,boi,boi, boi,boi....






Bumba-meu-Boi, boi-bumbá ou pavulagem é uma dança do folclore popular brasileiro, com personagens humanos, animais e fantásticos, que gira em torno da morte e ressurreição de um boi. Hoje em dia é muito popular e conhecida.
Indice-origem
2 Bumba-meu-boi no Maranhão
3 Festa em Parintins
4 Ligações externas

[editar] A origem
A origem do boi-bumbá remete ao século XVIII, resultante das divergências e do relacionamento entre os escravos e os senhores nas casas grandes e senzalas.
Refletia as condições sociais de negros e índios.
A essência da lenda enlaça a sátira, a comédia, a tragédia e o drama, e demonstra sempre o contraste entre a fragilidade do homem e a força bruta de um boi.
A festa do boi-bumbá surgiu no nordeste do país, mas disseminou-se por quase todos os estados da Amazônia e Pará em especial o Amazonas, visitado anualmente por milhares de turistas que vão para conhecer o famoso Festival Folclórico de Parintins, realizado desde 1913.
Do ponto de vista teatral, o folguedo deriva da tradição espanhola e da portuguesa, tanto no que diz respeito ao desfile como à representação propriamente dita; tradição de se encenarem peças religiosas de inspiração erudita, mas destinadas ao povo para comemorar festas católicas nascidas na luta da Igreja contra o paganismo. Esse costume foi retomado no Brasil pelos jesuítas em sua obra de evangelização dos indígenas, negros e dos próprios portugueses aventureiros e conquistadores no catolicismo, por meio da encenação de pequenas peças.
Como dança dramática, o bumba-meu-boi adquire através dos tempos algumas características dos autos medievais, o que lhe dá o seu caráter de veículo de comunicação. Simples, emocional, direto, linguagem oral, narrativa clara e uma ampla identificação por parte do público, tomando semelhanças com a comédia satírica ou tragicomédia pela estrutura dramática dos seus personagens alegóricos, os incidentes cômicos e contextuais, a gravidade dos conflitos e o desenlace quase sempre alegre, que funciona como um processo catártico.
Ao espalhar-se pelo país, o bumba-meu-boi adquire nomes, ritmos, formas de apresentação, indumentárias, personagens, instrumentos, adereços e temas diferentes. Dessa forma, enquanto no Maranhão, Rio Grande do Norte e Alagoas é chamado bumba-meu-boi, no Pará e Amazonas é boi-bumbá ou pavulagem; em Pernambuco é boi-calemba ou bumbá; no Ceará é boi-de-reis, boi-surubim e boi-zumbi; na Bahia é boi-janeiro, boi-estrela-do-mar, dromedário e mulinha-de-ouro; no Paraná, em Santa Catarina, é boi-de-mourão ou boi-de-mamão; em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Cabo Frio é bumba ou folguedo-do-boi; no Espírito Santo é boi-de-reis; no Rio Grande do Sul é bumba, boizinho, ou boi-mamão; em São Paulo é boi-de-jacá e dança-do-boi.
O boi era considerado animal sagrado no Grécia Antiga. O deus Sol também tinha seus bois, de brancura imaculada e providos de chifres dourado. É, sem dúvida, por este caráter sagrado e por suas relações com os ritos religiosos que o boi era também considerado símbolo do sacerdote.

Bumba-meu-boi no Maranhão
No Maranhão o bumba-meu-boi delimita um universo rico e pujante, que mistura lazer, trabalho, compromissos, festas, artes, ritos, mitos, performances, crenças e devoção. Envolve milhares de maranhenses ao longo de seu ciclo festivo, que se estende durante quase todo o ano, embora seu período de maior ebulição esteja concentrado no mês de junho. Em linhas gerais, consiste na brincadeira que faz dançar, cantar e tocar, em volta de uma carcaça de boi bailante, um agregado de pessoas que se tratam por brincantes. Esses brincantes organizam-se em grupos conhecidos localmente como bumba-meu-boi, bumba-boi ou simplesmente boi. O universo do bumba-meu-boi comporta diversos sotaques ou estilos de brincar: sotaque da ilha, sotaque de orquestra, sotaque da baixada. Cada sotaque engloba uma série de grupos com determinadas características que os aproximam entre si e os separam de outros grupos pertencentes a outro sotaque; todos os sotaques, contudo, são vistos como partes, ou aspectos, de um mesmo fenômeno cultural.
O bumba-meu-boi no Maranhão é parte integrante das festas juninas, aonde de início os grupos só se apresentavam do dia 24 de junho, dia de São joão até o dia 30 do mesmo mês, dia de São Marçal. Mas na verdade, a festa no Maranhão começa mesmo no mês de março, após as arrecadações para a brincadeira, quando começam a montar as roupas e o próprio boi, sendo este feito em fibra de buriti e seu couro é feito de veludo revestido por missangas e só termina após a morte do boi, que geralmente ocorre no mês de outubro.Bibiliografia
CARVALHO, Maria Michol Pinho de. 1995. Matracas que desafiam o tempo: é o bumba-boi do Maranhão. São Luís: s/e.
PRADO,
RBibiliografia
CARVALHO, Maria Michol Pinho de. 1995. Matracas que desafiam o tempo: é o bumba-boi do Maranhão. São Luís: s/e.
PRADO, Regina de Paula Santos. 1977. Todo ano tem: as festas na estrutura social camponesa. Dissertação de Mestrado em Antropologia. Rio de Janeiro: PPGAS-MN/UFRJ. egina de Paula Santos. 1977. Todo ano tem: as festas na estrutura social camponesa. Dissertação de Mestrado em Antropologia. Rio de Janeiro: PPGAS-MN/UFRJ.
MARANHAOA festa do Bumba-meu-boi, uma tradição que se mantém desde o século XVIII, arrasta maranhenses e visitantes por todos os cantos de São Luís, nos meses de junho e julho. Longe de ser uma festa criada para turistas, os bois se espalham nas perifeiras e no centro. Na parte nova ou antiga da cidade grupos de todo o Estado se reúnem em diversos arraiais para brincar até a madrugada.
O enredo da festa do Bumba-meu-boi resgata uma história típica das relações sociais e econômicas da região durante o período colonial, marcadas pela monocultura, criação extensiva de gado e escravidão. Numa fazenda de gado, Pai Francisco mata um boi de estimação de seu senhor para satisfazer o desejo de sua esposa grávida, Mãe Catirina, que quer comer língua. Quando descobre o sumiço do animal, o senhor fica furioso e, após investigar entre seus escravos e índios, descobre o autor do crime e obriga Pai Francisco a trazer o boi de volta.
Pajés e curandeiros são convocados para salvar o escravo e, quando o boi ressuscita urrando, todos participam de uma enorme festa para comemorar o milagre. Brincadeira democrática que incorpora quem passa pelo caminho, o Bumba-meu-boi já foi alvo de perseguições da polícia e das elites por ser uma festa mantida pela população negra da cidade, chegando a ser proibida entre 1861 e 1868.
O atual modelo de apresentação dos bois não narra mais toda a história do 'auto', que deu lugar à chamada 'meia-lua', de enredos simplificados. Atualmente, existem quase cem grupos de bumba-meu-boi na cidade de São Luís subdivididos em diversos sotaques. Cada sotaque tem características próprias que se manifestam nas roupas, na escolha dos instrumentos, no tipo de cadência da música e nas coreografias.
Sotaques:
Sotaque de matraca - também conhecido como Ilha, surgiu em São Luís e é o preferido de seus habitantes. O instrumento que dá nome ao sotaque é composto por dois pequenos pedaços de madeira, o que motiva os fãs de cada boi a engrossarem a massa sonora de cada "Batalhão". Além das matracas, são usados pandeiros e tambores-onça (uma espécie de cuíca com som mais grave). Na frente do grupo fica o cordão de rajados, com caboclos de pena.

Sotaque de Zabumba - ritmo original do Bumba-meu-boi, este sotaque marca a forte presença africana na festa. Pandeirinhos, maracás e tantãs, além das zabumbas, dão ritmo para os brincantes.
No vestuário destacam-se golas e saiotas de veludo preto bordado e chapéus com fitas coloridas. O sotaque de zabumba passa por grande crise nos últimos anos devido à falta de novos brincantes interessados em manter as tradições do mais antigo estilo de boi.
Sotaque de Orquestra - ao incorporar outras influências musicais, o Bumba-meu-boi ganha neste sotaque o acompanhamento de diversos instrumentos de sopro e cordas, como o saxofone, clarinete e banjo. Peitilhos (coletes) e saiotes de veludo com miçangas e canutilhos são alguns dos detalhes nas roupas do brincantes.
Sotaque da Baixada - embalado por matracas e pandeiros pequenos, um dos destaques deste sotaque é o personagem Cazumbá, uma mistura de homem e bicho que, vestido com uma bata comprida, máscara de madeira e de chocalho na mão, diverte os brincantes e o público. Outros usam um chapeú de vaqueiro com penas de ema.
Sotaque Costa de mão - típico da região de Cururupu, ganhou este nome devido a uns pequenos pandeiros tocados com as costas da mão. Caixas e maracás completam o conjunto percussivo. Além de roupa em veludo bordado, os brincates usam chapéus em forma de cogumelo, com fitas coloridas e grinaldas de flores.
Atualmente também participam dos arraiais os grupos alternativos, que não entram na programação oficial por terem pouco tempo de existência ou incorporarem novos elementos ao ritmo do Bumba-meu-boi. Um dos mais conhecidos, o Boi Pirilampo, vêm conquistando muitos seguidores por usar instrumentos elétricos como guitarra e baixo em suas apresentações.
Personagens:
Dono da Fazenda - é senhor dono da fazenda. Usa a roupa mais rica e um apito para coordenar a festa. É o responsável pela organização do Batalhão e, em alguns casos, é também o cantador.



Pai Francisco - vaqueiro, veste-se com roupas mais simples. Seu papel durante a brincadeira é provocar risos na platéia. Cada boi pode ter vários deste personagem.


Mãe Catirina - mulher de Pai Francisco. Normalmente representada por um homem vestido de mulher.
Índias - mulheres cobertas por penas no peito, mãos e pernas.
Miolo - brincante responsável pelas evoluções e coreografias do boi.
Vaqueiros - empregados da fazenda. Usam roupas de veludo e chapéus de pena com longas fitas coloridas.
Mutuca - para não deixarem os brincantes dormirem durante as maratonas de apresentação do bois, os mutucas são responsáveis pela distribuição de cachaça a todos.

sábado, 18 de agosto de 2007

Zulu Araujo

Discurso do ministro Gilberto Gil na posse de Zulu Araújo
BRASÍLIA, 7 DE MARÇO DE 2007

Bom dia a todos,O processo eleitoral de 2006 foi marcado pela necessária avaliação política de todo o quadriênio que se encerrava, na avaliação do trabalho realizado por cada segmento do governo. A reeleição do presidente Lula expressou a ampla aprovação popular das ações desenvolvidas neste período de governo. A busca da inclusão de amplas maiorias foi uma marca dos últimos quatro anos de governo. Maiorias submetidas à minorização da cidadania e às restrições de acesso a bens e serviços básicos à sobrevivência com dignidade. Neste vasto contingente está a população brasileira descendente de africanos, excluída de oportunidades, prestígios e poderes por força do racismo. Outra macro-política de referência foi a prioridade atribuída pelo governo brasileiro às relações com os países africanos, o que nos facilitou o intercâmbio cultural com os africanos do continente e com os africanos da diáspora. A Fundação Cultural Palmares jogou um papel essencial nessas duas frentes, ao mesmo tempo em que norteou suas ações pelo fortalecimento da diversidade culturalm eixo estruturante das ações do Ministério da Cultura. Nos últimos quatro anos, a Palmares foi um elemento ativo na execução das políticas de governo e, especialmente, do Ministério da Cultura, deixando de ser o órgão responsável por uma política residual compensatória para participarmos ativamente de uma política de governo, executada em cooperação por vários ministérios.Como exemplo, podemos citar a participação solidária da Palmares na montagem do programa Brasil Quilombola, da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, do programa de Segurança Alimentar, do Ministério do Desenvolvimento Social, das ações de regularização fundiária, do Instituto Nacional de Colonização e reforma Agrária, implementação da Lei 10.639, do Ministério da Educação, da política de intercâmbio cultural com a África, do MRE, cuja culminância foi a realização da II Conferência de Intelectuais da África e da Diáspora em Salvador, no mês de Julho de 2006. No âmbito do Ministério da Cultura, a Palmares participou ativamente de todas as instâncias colegiadas, principalmente da Comissão de Incentivo à Cultura, vinculada às decisões relativas ao financiamento de projetos através do Fundo de Cultura e da Lei Rouanet. Desenvolveu cooperação intensa com a Secretaria de Audiovisual, com o programa Pontos de Cultura e, especialmente, com a Secretaria da Diversidade e Identidade. Para além do executivo, a Palmares manteve e expandiu a colaboração institucional com o Poder Legislativo, mediante a execução de emendas parlamentares ao orçamento federal. O mesmo foi observado relativamente a prefeituras municipais, principais beneficiárias destas emendas parlamentares.A Fundação Cultural Palmares buscou, igualmente, a articulação com organizações da sociedade civil e com autarquias e organizações civis de interesse público, especialmente com as universidades e centros universitários. O Decreto-lei nº 4.887, de 20 de novembro de 2003, definiu como responsabilidades específicas da Fundação Cultural Palmares o registro e certificação das comunidades remanescentes de quilombos, a preservação de suas culturas e identidades e a proteção jurídica das comunidades reconhecidas contra toda a sorte e turbação, esbulho ou agressão. Neste ano de 2006 conseguimos atingir a meta de registro e certificação de mil comunidades, mais precisamente de 1002 comunidades até 31 de dezembro de 2006. Todas estas foram atingidas, de alguma forma, por ações de órgãos do governo federal, nas áreas de educação, saneamento, desenvolvimento agrário, direitos humanos, trabalho e renda, segurança alimentar e cultura. A Fundação Palmares ocupou-se especialmente da capacitação das comunidades remanescentes de quilombo para as tarefas da auto-sustentabilidade, com ações de fortalecimento da economia, desenvolvimento do associativismo e intercâmbio cultural entre regiões. Empenhou-se igualmente no trabalho de consolidação de cidadania, com ações educativas voltadas para a informação sobre direitos e sobre procedimentos de auto-defesa comunitária. Empenhou-se na defesa das comunidades em contenciosos em juízo e fora dele. A Palmares construiu um marco: a partir dos últimos quatro anos, a política de sustentabilidade e de proteção patrimonial e cultural das comunidades remanescentes de quilombos deixou de ser a coleção de ações pontuais e simbólicas para constituir-se em uma política de governo coordenada, ampla, capaz de atender um número expressivo de comunidades em todo o território nacional. A Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003, criou a obrigatoriedade da inclusão da matéria História e Cultura Afro-brasileira em todos os currículos das escolas brasileiras. Esse foi o grande desafio para todos os educadores e intelectuais negros e negras do Brasil. Era preciso reconstruir currículos, reinventar metodologias e, acima de tudo, produzir os suportes pedagógicos para o ensino desta matéria. Cada um fez a sua parte, MEC, SEPPIR, universidades. A Fundação Cultural Palmares dirigiu toda a sua ação editorial para este fim, editando obras acadêmicas, manuais, cartilhas, seletas, vídeos documentários, programas de rádio. Foram produzidos mais de 20 itens impressos, uma tiragem total de 50 mil exemplares, distribuídos em todo o território nacional. Destacamos a produção e distribuição da Revista Palmares, dedicada a temas como a cultura hip-hop e o renascimento africano.É importante relembrar que, até o presente momento, quatro anos após a promulgação da lei nº 10.639/03, estes são os primeiros livros de referência especialmente produzidos para o ensino desta matéria, pela política publica cultural. O acesso aos meios de comunicação, tradicionais e eletrônicos, é condição fundamental para a divulgação e valorização da cultura negra e, por conseqüência, instrumento para a erradicação do racismo no Brasil. A política de comunicação da Palmares esteve voltada para esta tarefa. Os filmes e documentários digitalizados pela Palmares estão sendo exibidos em várias Tvs públicas e universitárias. Destacamos a série de programas Nossa Imagem, produzido pelo Dr. Celso Prudente, da USP, sobre arte e cinema negro, exibida hoje por várias redes de Tvs públicas, universitárias e comunitárias. Através das ondas do rádio, veiculamos, em 4.276 emissoras de radio no país, 150 programas das 5 séries produzidas pela FCP. Em 2006, foi realizada a II Conferência de Intelectuais da África e da Diáspora, organizada pelo governo brasileiro através do Ministério das Relações Exteriores, com expressiva participação da Fundação Cultural Palmares na concepção, montagem e realização de uma Conferência com a participação de 1.000 intelectuais brasileiros, africanos e negros de todas as diásporas. Além disso, a FCP organizou sozinha a CIAD Cultural, um conjunto de atividades simultâneas à conferência, que mobilizou toda a Cidade do Salvador. Organizou igualmente o Fórum de Diálogos entre os intelectuais e a comunidade negra. Por tudo isso, podemos dizer que a Fundação Cultural Palmares, nos últimos quatro anos, ultrapassou um ponto de não-retorno. Todo o trabalho realizado afirma nossa decisão de que nunca mais a Palmares seja uma instituição simbólica, sem poder, desarticulada e sem recursos, anteparo político à insatisfação do Movimento Negro Brasileiro. Mais do que isso, acreditamos que, nos próximos quatro anos, vamos avançar, aprofundar e dar escala ao que já se afirma como um marco da política cultural pública executada pela Palmares. Para isso, a Palmares precisa de recursos financeiros e de recursos humanos. Para ampliar suas atividades e para melhor cumprir a sua missão de combate ao racismo e de valorização da cultura negra brasileira. Esse é o nosso compromisso.Muito obrigado!

Oxalá lhes abençoe...

sexta-feira, 29 de junho de 2007

A Grande Refazenda

Brasília - A Associaçao Cultural Os Negões, em parceria com o Centro de Estudos Mário Gusmão e Fundação Cultural Palmares/MinC participam do lançamento oficial do livro "A Grande Refazenda - África e Diáspora Pós II CIAD". O evento acontece na quinta-feira, 14 de junho, às 19h, na Fundação Casa de Jorge Amado, em Salvador, BA.
Idealizada pela Fundação Palmares/Ministério da Cultura, A Grande Refazenda - África e Diáspora Pós II CIAD reúne o olhar de intelectuais e protagonistas do processo de afirmação étnica brasileira sobre as conseqüências trazidas pela Conferência e o CIAD CULTURAL, na construção da democracia racial brasileira e na inter-relação do Brasil com a África e os demais países diásporos.
Um olhar não único, mas diverso, numa pluralidade complementar de propósitos e objetivos comuns, de tal forma que conjunto de artigos aqui reunidos expressa o mesmo respeito à diversidade que norteia o sentimento e o esforço daqueles que buscam construir um mundo igualitário, liberto das barreiras do preconceito e intolerância.
O título A Grande Refazenda vem do artigo assinado pelo ministro da Cultura Gilberto Gil, um convite ao engajamento de todos nós, de todas as raças, culturas e países, no processo de refazer caminhos na direção do renascimento africano, entendendo a África como elemento primordial na construção de uma nova ordem mundial, que contemple prioritariamente o sentido humano.
E na busca desse sentido humano, A Grande Refazenda abre espaço para o pensamento acadêmico, representado por nomes como Edna Roland, Íris Amâncio, Jocélio Teles dos Santos, Lepê Correia, Paulo Miguez e Carlos Alberto Medeiros; para a visão da militância de quem luta a favor da igualdade racial, expressa pelas palavras de João Jorge Rodrigues e Jorge Portugal; a poesia diáspora de José Carlos Capinam; a sensibilidade de quem reconstrói versões da realidade, na percepção do cartunista Maurício Pestana; o aprendizado trazido na ancestralidade da fé, através de Vilma Santos Oliveira, a Mãe Mukumby; e a perspectiva de quem atua na condução das políticas institucionais, pelo ministro Gilberto Gil, o presidente da Fundação Palmares Zulu Araújo e o coordenador da II CIAD e diplomata do Itamaraty, Marcelo Dantas.
Em todos os autores, a preocupação de traduzir o sentimento renovador, a busca por um renascimento africano, capaz de inspirar um novo posicionamento nas relações internacionais. Um processo em que cabe ao Brasil, conforme evidenciaram os textos reunidos em A Grande Refazenda, o papel de ser um dos protagonistas ativos, de estabelecer uma ponte ligando os dois lados do Atlântico, como sentenciou o presidente da Fundação Cultural Palmares, Zulu Araújo.
SERVIÇO:
Evento: Lançamento do livro "A Grande Refazenda " - África e Diáspora Pós II CIAD Data: Quinta-feira, 14 de junho de 2007 Local: Fundação Casa de Jorge Amado. Largo do Pelourinho, Salvador, BA Horário: 19h Realização: Associação Cultural Os Negões Promoção: Fundação Cultural Palmares/Ministério da Cultura Apoio: Ministério da Cultura e Ministério das Relações Exteriores
Oscar Henrique Cardoso, FCP/MinC